A tranquilidade matinal da região da Puglia, no sul da Itália, foi bruscamente interrompida nesta segunda-feira (9) por uma operação criminosa que mimetizou táticas de guerrilha urbana. Um comando armado, equipado com fuzis de assalto Kalashnikov, interceptou dois carros-forte da empresa de segurança Battistolli enquanto trafegavam pela rodovia Statale 613. A ação, meticulosamente planejada, envolveu o uso de veículos com sinalizações falsas e o incêndio proposital de um caminhão para bloquear o fluxo viário, isolando o alvo em um corredor de vulnerabilidade.
Veja o vídeo:
Apesar da agressividade do ataque e dos disparos efetuados contra as cabines blindadas, o desfecho não seguiu o roteiro pretendido pelos assaltantes. O sistema de defesa interno dos veículos, que utiliza a liberação de uma espuma de bloqueio densa, foi acionado com sucesso, impedindo o acesso ao conteúdo transportado e frustrando a rapina. O episódio rapidamente evoluiu para um cenário de confronto quando forças dos Carabinieri interceptaram o grupo, resultando em uma perseguição em alta velocidade e troca de tiros que espalhou pânico entre civis que transitavam pela via.
A resposta das autoridades italianas foi imediata, culminando na detenção de dois suspeitos originários da província de Foggia, área historicamente monitorada pela atuação de grupos criminosos especializados em assaltos a logística de valores. Enquanto a perícia trabalhava entre veículos em chamas e cápsulas de munição deflagradas, o tráfego para Torchiarolo permaneceu interrompido por horas, servindo como um lembrete físico da ousadia das organizações que desafiam o monopólio da força estatal.
O incidente na Statale 613 não é um fato isolado, mas um sintoma de uma criminalidade que se sofistica e não hesita em transformar rodovias públicas em campos de batalha. A eficácia da tecnologia de segurança passiva, a espuma que selou os cofres, acabou sendo o diferencial que evitou um prejuízo milionário, mas a audácia do uso de armamento de guerra em plena luz do dia recoloca em pauta a urgência de novas estratégias de inteligência para conter o avanço dessas milícias rodoviárias na península itálica.





