Simone Tebet antecipa saída do Planejamento para pavimentar caminho em 2026

​Em diálogo afinado com o Planalto, ministra projeta desembarque do governo até março e sinaliza protagonismo na próxima corrida presidencial.

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​A Esplanada dos Ministérios já trabalha com um cronograma de desfalque estratégico no primeiro escalão. Em palestra realizada no Insper, em São Paulo, nesta sexta-feira (30), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, formalizou o que os bastidores de Brasília já desenhavam: sua saída da pasta está selada para, no máximo, o dia 30 de março. O movimento não é uma ruptura, mas um reposicionamento tático acordado diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visando o tabuleiro eleitoral de 2026.

​A decisão de Tebet reflete o pragmatismo político de um governo que começa a organizar suas peças para a sucessão e para a manutenção de sua base aliada. Ao confirmar que o próprio Lula endossa sua descompatibilização, a ministra reforça sua relevância como um ativo eleitoral indispensável, seja para buscar a reeleição da atual chapa ou para consolidar uma candidatura de centro-direita capaz de dialogar com setores produtivos e moderados. Sua gestão no Planejamento foi marcada pela defesa do equilíbrio fiscal e pela implementação do novo arcabouço, credenciais que ela agora leva para o palanque.

​O anúncio antecipado serve como um sinalizador para o mercado e para o Congresso Nacional, permitindo uma transição ordenada na pasta que detém as chaves do Orçamento da União. Enquanto o MDB busca reafirmar seu espaço no cenário nacional, Tebet se posiciona como a ponte necessária entre o desenvolvimentismo petista e a responsabilidade fiscal exigida pelo setor privado. Sua saída em março respeita o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral para quem pretende disputar cargos majoritários, indicando que a ex-senadora não planeja apenas ser uma coadjuvante no próximo ciclo.

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