O Recôncavo Baiano tornou-se o cenário de uma das mais intensas investidas contra o crime organizado no estado nos últimos meses. Sob o manto de uma operação integrada que mobilizou duas centenas de agentes das polícias Civil e Militar, o Estado reafirmou o controle sobre os municípios de São Félix, Cachoeira e Muritiba. A ação, concluída após dois dias de incursões ininterruptas em áreas de vegetação densa, mirou especificamente a expansão de uma das maiores facções de narcotráfico do país, que buscava consolidar um novo corredor logístico na região.
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O desfecho do cerco tático resultou em um saldo de nove óbitos entre os suspeitos e cinco prisões, em episódios marcados por confrontos armados em locais de difícil acesso. Para além das baixas, o impacto logístico sobre a organização criminosa é o ponto central da análise da Secretaria de Segurança Pública. O arsenal apreendido, composto por fuzis, pistolas e um volume expressivo de munições, evidencia que a célula não atuava apenas na distribuição de entorpecentes, mas mantinha uma estrutura de guerra para garantir a hegemonia territorial por meio da coerção e do enfrentamento direto.
A complexidade da operação revela uma mudança na dinâmica de atuação das forças de segurança, que agora priorizam a inteligência de campo para desmanchar acampamentos em zonas rurais, antes utilizadas como santuários para o planejamento de delitos. Com a apreensão das drogas e dos materiais bélicos, o foco das investigações se volta agora para o rastreamento do financiamento desse armamento de grosso calibre, buscando asfixiar a estrutura econômica que sustenta a presença desses grupos fora dos grandes centros urbanos.





