Uma manhã que prometia ser de saúde e exercício na orla de Salvador transformou-se em tragédia neste sábado, 29 de novembro. Uma corredora, que ainda não teve sua identidade revelada, sofreu uma parada cardíaca enquanto treinava no Jardim de Alah e veio a óbito, apesar dos esforços iniciais de populares, incluindo profissionais de saúde que estavam no local.
O incidente, que ocorreu nas primeiras horas da manhã, rapidamente mobilizou os frequentadores da orla. Com a queda da atleta, testemunhas iniciaram o protocolo de primeiros socorros de imediato, enquanto a Polícia Militar era acionada para dar apoio à ocorrência.
O socorro, contudo, esbarrou na polêmica sobre a agilidade do atendimento público. Segundo relatos de populares e a própria comunicação da PM à imprensa, a demora na chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) motivou uma decisão emergencial: policiais militares, diante da gravidade do quadro, optaram por transportar a vítima em uma viatura, com escolta, até o Hospital da Bahia.
A Secretaria de Saúde do Município (SMS) se manifestou em nota, informando que o Samu foi acionado às 7h com suspeita de parada cardiorrespiratória, enviando imediatamente duas ambulâncias (uma Unidade de Suporte Básico e uma Unidade de Suporte Avançado). No entanto, às 7h15, as equipes em deslocamento foram comunicadas pela Polícia de que a paciente já havia sido removida. O Samu, seguindo o protocolo, encerrou a solicitação, fato que reacende a discussão sobre a coordenação e o tempo de resposta das forças de segurança e saúde em momentos críticos.
Apesar de todos os esforços no local e na unidade hospitalar, a corredora não resistiu. O caso, para além da dor da perda, coloca em evidência a fragilidade do sistema de emergência e a importância da rápida atuação de leigos e profissionais em eventos de mal súbito, especialmente em espaços públicos de grande movimento como a orla de Salvador.





